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Vinho & Saúde / Hospital serve vinho para pacientes cardíacos

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O remédio é vinho

Sônia Melier

Se você não pode viver sem seu vinho de cada dia e já ter recebido um cartão amarelo do médico por conta do seu coração, faça já as malas e chispe para Swindon, um amor de cidade, entre Londres e Bristol.

Lá, no Great Western Hospital, estão servindo duas taças de vinho tinto, diariamente, a pacientes vítimas de problemas cardíacos. Não, não é cortesia. É remédio. É obrigatório.

Todos já, a essa altura, sabem dos benefícios proporcionados pelo vinho tinto à nossa saúde, favores cada vez mais louvados pela classe médica e organismos oficiais ligados à saúde, em todo o mundo.

Pesquisas sem conta vêm demonstrando que o consumo moderado e regular de vinho pode reduzir as chances de um ataque cardíaco em 50% e as de um derrame em 20%.

O ataque cardíaco ocorre quando o suprimento de sangue para parte do músculo do coração - o miocárdio - é reduzido ou interrompido radicalmente, como resultado da interrupção de uma ou de mais artérias coronarianas. Depósitos de plaquetas de gordura nas veias são a causa principal dessa interrupção.

O derrame é também um tipo de doença cardiovascular. Ocorre quando um vaso de sangue, levando oxigênio e nutrientes para o cérebro, é bloqueado ou se rompe. A parte do cérebro que seria irrigada por aquele vaso não recebe o sangue e o oxigênio que precisa e começa a morrer.

Bem, o fato é que o hospital de Swindon é talvez o primeiro do mundo e seguramente o primeiro da Europa a promover esse tratamento com vinho tinto, comprovada está a sua eficiência em ajudar a destruir aquelas plaquetas de gordura.

A idéia é do cirurgião cardíaco do hospital, Dr. William McCrea. Repete ele o que cientistas proclamam faz tempo: os antioxidantes do vinho tinto são importantíssimos no combate às doenças cardiovasculares. "Esses antioxidantes são elementos químicos que interrompem a coagulação do sangue e a formação de colesterol em vasos sangüíneos".

Vinhos jovens com a Cabernet Sauvignon, a Pinot Noir e a Shiraz são os mais utilizados no hospital. Essas uvas têm quantidades de antioxidantes suficientes para ajudar a reduzir os problemas cardíacos de seus pacientes.

Assim, o Dr. McCrea coloca em prática os resultados do que, nos anos 80, veio a ser chamada de "Paradoxo Francês": a hoje célebre pesquisa conduzida pelos cientistas R. Curtis Ellison, americano, e Serge Renaud, francês, revelando que os franceses, com uma dieta riquíssima em gorduras, apresentam uma taxa baixa de doenças cardíacas graças ao consumo regular de vinho.

O médico inglês argumenta que os franceses consomem duas vezes mais gordura que os ingleses, fumam mais que os ingleses e não fazem mais exercícios do que os ingleses.

"Onde está a diferença? Eles tomam vinho tinto e nós chá. Os ingleses não bebem álcool regularmente; quando bebem, excedem. Os franceses, não: são mais moderados, mais regulares". O remédio acaba sendo o vinho, felizmente.

Fonte: http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2003/julho/17/adega.asp

 
     
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