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Vinho & Saúde / VINHOTERAPIA - Um novo conceito de saúde

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Matilde Pepín

O vinho está na moda: Desde que o ancião Noé descobriu que esmagando uvas conseguia uma bebida saborosíssima, até os dias de hoje o vinho tem passados por dificuldades e glórias.

A Sagrada Escritura explica como o personagem bíblico plantou a parreira, espremeu seu fruto, bebeu e se embriagou. Por outro lado, Ulisses, atribuiu o invento do vinho aos heróis Maron e Apolo.

A mitologia romana revela o início da apreciada bebida com a seguinte legenda: Saturno foi o pioneiro em plantar videiras em Creta, introduzindo seu cultivo no Lácio. Ali ensinou a Jano os cuidados com as cepas e a elaboração do vinho. A Itália foi denominada Oenotria-terra do vinho – dedicada aos Deus Oenotrius.

Vários autores manifestam que todas as fábulas sobre o vinho, índias, egípcias ou grego-latinas, atribuídas a Prometeo, Saturno ou Jano, tem sua origem na história bíblica de Noé.

No Egito, era a classe privilegiada dos sacerdotes, os únicos que possuíam o monopólio de sua elaboração.

Se deve a cultura grega a introdução do vinho na Europa Ocidental. As primeiras plantações na antiga Massilia (Marsella), se estenderam por todas as colônias gregas da área Mediterrânea, incluída a Espanha.

Com o domínio romano se intensificou o cultivo da videira, favorecendo o comércio de vinho entre o povo do Império.

O Cristianismo contribuiu para difundir o cultivo de grandes vinhedos nos Prioratos dos grandes Mosteiros Europeus: Saxônia século X, Alemanha século XII, União Soviética século XIII. Na Espanha as ordens religiosas do Císter e Cluny, com a aprovação das Casas Reais que reinavam, foram as grandes impulsionadoras da cultura vinícola.

Durante séculos, os vinhos de qualidade que hoje denominamos de “Grandes Reservas”, eram cultivados nos grandes Mosteiros. Benedictinos e Cartujos, se especializaram na elaboração de excelentes vinhos e licores, cujas fórmulas – quase mágicas -, eram guardadas com muito zelo nas destilarias dos Mosteiros.

Em meados do século XX, a saúde pública, desenvolveu uma campanha contra o vinho, na qual o produto da uva era prejudicial para quase tudo, proibindo-se terminantemente o uso da bebida nacional (Espanha).

Quando um paciente recorria ao médico, a primeira advertência era: Não fume; Não tome vinho; Não coma carne de porco.

As modernas pesquisas mudaram a concepção do vinho para a saúde das pessoas adultas. No século XXI, o vinho está sendo o grande protagonista dos Fóruns onde se debate a saúde. Agora, os grandes cardiologistas recomendam tomar vinho tinto nas principais refeições, como prevenção das enfermidades cardiovasculares.

Também os produtos da videira se empregam em infusões para prevenção de varizes, atuando de maneira muito positiva nas inflamações venosas e pernas pesadas. Os Laboratórios Korott S. L. de Alcoy (alicante) comercializam a videira roxa (vitis vinífera) em infusões e cápsulas para infecções venosas.

Os Laboratórios BDF Nívea S. A. incorporaram ao creme Nívea de sempre, a casca dos grãos de uva como elemento vital de rejuvenescimento.

A última novidade é utilizar diretamente o vinho sobre a pele. Os franceses, que sempre estão na primeira linha no que se refere à beleza, foram os primeiros a aplicar a vinhoterapia. Mathilde Cathiard e Bertrand Thomas inauguraram a primeira “Granja de Belleza” em Bordeaux, região que cultiva os vinhos mais famosos da França.

A Itália foi o segundo país que adotou a novidade, criando espaços de beleza nos próprios vinhedos, onde se aplicam os tratamentos.

Em nosso país (Espanha), a Vinhoterapia chegou aos salões de beleza mais inovadores. Sua técnica consiste em aplicar diferentes tipos de mostos, para reduzir o abdômen, reafirmar os glúteos e seios, tonificar os músculos e rejuvenescer a pele.

Aos produtos da vinha, se atribuem outras muitas propriedades: A polpa da uva fresca de Sauvignon e Merlot resulta numa excelente massagem de relaxamento. Uma boa massagem com vinho Cabernet, liberta a pele de células mortas e a aplicação de um vinho – gran reserva -, deixa a pele com lustrosa vitalidade.

Uma máscara elaborada com casca de uvas tintas e óleo de semente de uva reduz as rugas. E para a circulação, recomenda-se uma hidromassagem com extrato de uvas e algas marinhas.

Segundo os especialistas em cosmética, o vinho tinto é o mais indicado para os tratamentos de beleza que em sua elaboração utilizam a uva inteira: polpa, sementes e casca, onde se concentram os polifenóis.

Um banho capilar de vinho envelhecido deixa o cabelo sedoso e brilhante.

O tratamento completo da vinhoterapia compreende: Esfoliação corporal, banho de vinho e massagem relaxante.

A vinhoterapia pode ser ou não como prometem, mas o que não se pode duvidar é da novidade da pesquisa. Se nos institutos de beleza, onde oferecem o novo tratamento, chega a cinco, sete ou dez banheiras de vinho ao dia, a venda da colheita fica assegurada.

E para a popular estrofe de “Marina”, poderíamos agregar:

A beber,
A beber e apurar,
As taças de licor,
Que o vinho fará apagar,
As pegadas
Que o tempo marcou...

Fonte: La Semana Vitivinícola – Revista Técnica de Interes Permanente nº 3064, de 30/04/05.

 
     
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