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Vinho & Saúde / Vinho aumenta os ácidos graxos Omega-3

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Aos já conhecidos efeitos protetores do vinho, acrescenta-se o aumento dos ácidos graxos Omega-3, essenciais e indispensáveis para o bom funcionamento cardiovascular. Assim afirma a recente pesquisa realizada através do Projeto “Ciência, Vinho e Saúde”, iniciado em 1977, pela Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade Pontifícia do Chile. O estudo demonstra que o consumo de vinho, associado à dieta mediterrânea, ajuda a aumentar os ácidos graxos Omega-3 no sangue. Mesmo o vinho não contendo esses ácidos essenciais, seus antioxidantes atuam sobre eles no tubo digestivo e nos tecidos (devido aos ácidos graxos Omega-3 se oxidarem com facilidade).

O ácido alfa-linolenico (Omega-3) é um ácido graxo essencial que deve ser incluído na dieta, visto que o organismo não pode sintetizá-lo por si mesmo. Daí a importância das recomendações em seguir uma dieta equilibrada e saudável, tendo o vinho como parte integrante da mesma. Diversos estudos científicos têm demonstrado que ao se consumir os referidos ácidos em quantidades adequadas diminui-se o número de mortes por infarto de miocárdio. A ingestão de tais ácidos tem, portanto, efeitos cardioprotetores. Diminui a agressão plaquetária e a coagulação do sangue, regula os níveis sanguíneos de triglicérides e colesterol, aumenta a resposta vasodilatadora das artérias, reduz o risco de trombose e tem ação antiinflamatória, antialérgica e anti-cancerígena. Também foram constatados muitos destes efeitos benéficos associados ao consumo moderado de vinho.

Para pesquisar o efeito da dieta mediterrânea e da ocidental (própria da EE.UU e alguns paises do norte e centro da Europa) com o consumo moderado de vinho sobre as doenças cardiovasculares e outras enfermidades crônicas, foi realizado um estudo em dois grupos de 21 homens entre 20 e 27 anos. A um grupo foi servida a dieta ocidental (240g de frutas e verduras - 2 porções diárias, e 32ml de azeite de soja e milho). Ao segundo grupo foi servido a dieta mediterrânea, rica em frutas e verduras (5 porções diárias, 32ml de azeite de oliva), com maior consumo de peixe, frango e menor de carne vermelha.

O estudo durou 3 meses. No primeiro mês os voluntários consumiram a dieta que lhes foi sorteada, mediterrânea ou ocidental. Durante o segundo mês, ambos os grupos beberam vinho com a dieta (2 taças diárias de 240ml). No último mês seguiram a dieta, porém sem o vinho.

Ao comparar o grupo que seguiu a dieta mediterrânea com o grupo que seguiu a dieta ocidental, foi encontrado um perfil de ácidos graxos plasmáticos (no sangue) que são associados a um menor risco cardiovascular, principalmente pela maior proporção de ácidos graxos poliinsaturados Omega-3. O consumo de vinho tinto melhorou ainda mais esse perfil no grupo com dieta mediterrânea, aumentando significativamente a proporção de ácidos graxos Omega-3 (27,7%) e diminuindo os ácidos graxos saturados (6%).

O resultado do estudo demonstrou que a alimentação saudável (tipo mediterrânea) e o vinho se complementam, potencializando os efeitos saudáveis de ambos.

Fonte: Laboratório de Nutrición Molecular – Faculdad de Ciências Biológicas – Pontifícia Universidad Católica de Chile

Texto extraído da revista La Semana Vitivinícola – Revista Técnica de Interes Permanente nº 3069, de 04/06/05.

 
     
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